A maior agressão ao silêncio é não ter nada a dizer.
Sem nada pra explicar, sem nada pra fazer.
Apenas ouvir a solidão da mente insegura,
pensando no amanhã pra se sentir madura.
Se lembra de tudo que vai acontecer
e sente saudades por nós dois, de um ventre a aquecer.
Quero torcer pra que não saia
não vou pedir para que vá (será que tudo se mantém?)
agora me despeço de mim
para poder ser alguém.
O adeus foi triste
o abraço, demorado
não berro mais no ônibus,
nunca subo no telhado.
Tudo isso foi bobagem?
Ter medo de vencer?
Não nos sobra um segundo
não temos hora pra morrer...
me despedaço para ter
uma casinha de varanda
e um carro pra bater
meus filhos brincam de ciranda
enquanto eu vejo tv...
- Quer ser igual ao pai, menino?
Amanhã nós vamos ver.
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