Reação automática à ausência de forma
gotas tão claras, sábias dançando com alma
e quem não se sentiria ótimo ao partir
com tão densa neblina a refrescar o calor.
Flores crescidas nas mãos de ninguém
os anjos tão pálidos cantando um réquiem
e cisco no olho fazendo piscar
alguém pra se confundir achando que é um sinal...
Assim que o poema acabar
preciso tequila com sal
queimando lá dentro de mim.
E sempre que lembro do mal
quem sabe me identificar
acha que acaba assim.
Mesmo que chova eu vou pra casa
mesmo que precise de asas
ou pó de pirilimpimpim
tantos abracadabras...
Onde buscar duas asas
e com os próprios olhos
e com os próprios olhos
onde encontrar duas asas
escalar o abismo pra ver se chega
ao fundo
mesmo querendo cair
peralá que agora
já tá tudo lá fora
esperando por mim.
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