quinta-feira, 23 de julho de 2009

ODE À BYRON

Também sou romântico.
Já cantei amores esquecidos
ou impossíveis,
e já destilei meu veneno
a tão sonhada cicuta...
Já sonhei com tuberculose
e me apaixonei por uma prostituta
que enaltecia com sublime canto
depois de um beijo de chiclete
a língua que não conhecia até então.
Também fui covarde
já quis mais uma dose,
já fiz alarde,
e com pompa e circunstância
prostado ante o negro ídolo,
lembrando da infância
cantei mediocridades
que hoje penduro na sala
quando espero visitas indesejadas.

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