- Quem vem lá? Pergunta uma pedra à aproximação do pé poeirento de alguém descalço.
O que serve como reconhecimento entre as coisas, seres e tudo que não sabemos é isso mesmo que ignoramos e que nos aparece sem cessar, desde o momento atual até o derradeiro atual momento.
- Bom dia.
- Bom dia, como tem passado?
- Tenho, e bastante.
- Temos, temos.
- Tão sublime o canto que ouço.
- Devo apurar meus ouvidos...
Então não era o futuro, o que desponta em cada noite de vigília, emagrece mais que chá de almeirão.
- Posso lhe pedir uma coisa?
- Já está pedindo.
Beija a mão, torna palpável o indefinido, no final do corredor a porta de vidro pintada de sal.
- Não é tudo absurdo?
- Sim.
- Não é tudo coerente?
- Sim.
- Não sente medo?
- Sim.
- Não mente pra mim?
- Sim.
Palavras, palavras, a barreira que surge é transponível poliacabada a caminho.
- Sabe voar?
- Quem sabe...
O amor em qualquer nível, transcendente projétil de vida que tudo penetra.
- Desculpas.
- Só se fizer de novo.
- Tudo bem.
Por onze vezes fecha os olhos. Distribui agora tudo o que tem.
- Palavras.
- O que têm?
- Amarram.
- Está dissimulando.
- Está simulando o que disse?
Pode-se ser feliz. Ainda brilha. Está bem aqui, é quente como o seu.
- De agora em agora movo.
- Pode ser.
- Depois de você.
- Não.
- Juntos então.
- Sim.
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